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Crítica: GUERREIRO DA ESCURIDÃO (2017)



Sinopse:
Zaid terá que decidir até que ponto o preço da vingança vale a pena. Determinado a vingar a morte de seu irmão e desiludido com a polícia, um famoso cirurgião infiltra o submundo. Mas sua perseverança terá sérias consequências para ele e sua família

CRÍTICA:


Um cirurgião de sucesso, Zaid (Dar Salim) é casado e feliz com Stine (Stine Fischer Christensen), que espera seu primeiro filho. Eles estão comemorando sua gravidez com alguns amigos próximos quando Zaid recebe um telefonema. Ele coloca o celular de volta no bolso e franze a testa, lançando assim as bases para a tragédia que está por vir.

Em Underverden (Guerreiro da Escuridão), o diretor Fenar Ahmad e seu co-escritor Adam August exploram o que significa ser um imigrante, com perguntas sobre identidade, autoestima e assimilação. Os pais de Zaid o trouxeram quando emigraram do Iraque para a Dinamarca, depois tendo outro filho, Yasin (Anis Alobaidi).

O irmão mais velho, Zaid, é um exemplo perfeito ideal dos imigrantes. Ele teve uma boa educação, frequentou a escola de medicina, tornou-se cirurgião, casou-se e agora espera expandir sua família e garantir suas raízes na Dinamarca.

O irmão mais novo Yasin, no entanto, é o lado insatisfeito, para o profundo desapontamento de seus pais e irmão mais velho. Yasin se envolveu com o crime organizado. Ele interrompe o jantar de comemoração de Zaid para pedir ajuda "uma última vez", pedindo uma grande soma de dinheiro para tirá-lo de sérios problemas.

Ligeiramente bêbado, extremamente irritado e claramente exausto pelos contínuos erros de Yasin, Zaid recusa ajudar, mandando Yasin embora... e um fatídico destino com a morte.

Zaid fica espantado com a morte do irmão e começa a se culpar por não ajudar seu irmão, principalmente quando ele começa a notar ineficiência da policia sobre o caso de assassinato de seu irmão.

Isso o impele a uma série de ações que se tornam cada vez mais desequilibradas e insensatas e, em última análise, muito dolorosas para as pessoas que estão ao seu redor. Não fica muito claro se Zaid sabe exatamente o que ele está fazendo ou por que está tomando este caminho tão brutal, impiedoso e egoísta, sem estar pensando nas consequências de suas ações. Cegado pela raiva, Zaid está totalmente envolvido pelo seu lado sombrio. 

Semion (Ali Sivandi) é completamente arrogante detestável, Semion justifica suas ações, alegando que ele está cuidando de seus colegas imigrantes e seus vizinhos através de contribuições de caridade, enquanto Zaid e sua espécie têm sido ocupados 'fingindo' ser europeu e se concentrando em sua própria mobilidade ascendente.

O roteiro é inteligente o suficiente para colocar esses pontos convincentes na boca de um criminoso perverso, deixando Zaid sem palavras em resposta - porque é verdade. Ele ignorou suas raízes, parou de sustentar seus pais e desprezou seu irmão. É tudo verdade, mas Zaid está convencido que o que ele esconheu é o certo, a sua vingança pessoal.

Por suas ações, ele prova que ele não pode viver com qualquer dúvida que perdure, e ele deve silenciar essas dúvidas, tomando vingança contra todos que oprimiram seu irmão. Assim, temos um Guerreiro da Escuridão, que é ainda mais perturbador do que pode parecer no início.

Ele não apenas superou as minhas expectativas como é um dos melhores filmes dinamarqueses que eu tenha visto. 

A grande coisa sobre este filme é ele que não é apenas um thriller (suspense) de ação com toneladas de violência, é um thriller muito inteligente, sombrio e que toca em assuntos muito pesados. 

Eu fiquei incrivelmente impressionado com a cinematografia, a atuação, o enredo e a surpreendente quantidade de simbolismo e processos mentais subjacentes que foram introduzidos neste filme, e olha que eu não gostava do ator Dar Salim que foi Qhoto em Game of Thrones, ele me surpreendeu com sua atuação. Diga-se de passagem a música estava incrível. Eu aprecio os grandes esforços dos produtores, e eu realmente desejo que eles continuam a fazer mais filmes bons como este. A indústria cinematográfica dinamarquesa precisa de mais obras deste gênero para cada vez mais de destacar neste ramo.

Classificação Final: 3/5

Este filme ganhou Prêmios como os Prêmios Bodil (2018) onde foi vencedor pelo Melhor Roteiro de Bodil (Melhor Roteiro de Filme), Vencedor do Prêmio Streaming nos Prêmios Bodil por Fenar Ahmad e Nomeado Por Melhor Ator de Bodil (o melhor papel principal masculino) por Dar Salim.  E foi nomeado pelo ao prêmio Bodil como Melhor Filme (Melhor Filme Dinamarquês) por Fenar Ahmad, Melhor Atriz Coadjuvante (Melhor Papel Feminino) como Stine Fischer Christensen, Melhor Ator Coadjuvante (Melhor Papel Masculino) como Dulfi Al-Jabouri, Melhor Ator Coadjuvante (Melhor Papel Masculino) como Ali Sivandi. No Festival Internacional de Cinema de Moscou (2017) foi nomeado para Golden St. George o Fenar Ahmad (diretor). No Robert Festival (2018) foi vencedor do Prêmio Robert com Melhor Edição por Kasper Leick, Melhor Pontuação Original (Pontuação do Ano) por Jens Ole Wowk McCoy. Foi nomeado ao Prêmio Robert por Melhor Filme (longa-metragem dinamarquesa do ano) por Jacob Jarek (produtor) e Fenar Ahmad (diretor); Melhor Diretor (Instrutor do Ano) por Fenar Ahmad; Melhor Roteiro Original (Manuscrito Original do Ano) por Fenar Ahmad e Adam August; Melhor ator (papel principal masculino do ano) por Dar Salim; Melhor Ator Coadjuvante (papel masculino do ano) por Ali Sivandi; Melhor Ator Coadjuvante (papel masculino do ano) por Dulfi Al-Jabouri; Melhor Design de Produção (Cenografia do Ano) por Sabine Hviid; Melhor Cinematografia (Fotógrafa do Ano) por Kasper Tuxen; Melhor figurino (figurinos do ano) por Rikke Simonsen; Melhor maquiagem por Louise Hauberg; Melhores efeitos visuais (efeitos visuais do ano) por Jonas Drehn, Jan Tvilling, Hummer Højmark; Melhor som (Designer de Som do ano) por Peter Albrechtsen. E foi vencedores no Prêmio Zulu (2018) como Melhor Filme (Filme Dinamarquês do Ano) por Fenar Ahmad; Melhor Ator (Ator Dinamarquês do Ano) por Dar Salim.
Confira o Trailer abaixo:

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